Posts Tagged ‘joao de minas’

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Ensaios de um livro

08/08/2009

duda mamberti/foto:Renata Caldas

Depois da temporada européia com  a Sutil Cia de Teatro, Duda Mamberti aterrisou em Brasília para apresentar Educação Sentimental do Vampiro (de Dalton Trevisan). Aproveitei a passagem do ator pela cidade para conversar sobre sua experiência no primeiro romance-em-cena, A mulher carioca aos 22 anos (1990).

“Não estávamos ensaiando uma pecinha qualquer. Estávamos ensaiando um livro. Era uma linguagem que não existia”, lembra Duda, que começou a ensaiar com oito meses de processo em andamento. O trabalho de descoberta da linguagem era tão intenso que, nesses oito meses, o grupo tinha avançado somente 30 páginas do romance de João de Minas.

Assim com outros atores entrevistados, Mamberti situa A mulher carioca como um divisor de águas na sua carreira. “O principal foi trabalhar com Aderbal. Ele te dá muito estofo. Trabalha o ator”. Além do crescimento como ator, Mamberti considera o trabalho enriquecedor pelas amizades de elenco: “Tenho essas sete pessoas como irmãos de palco”.

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João de Minas na USP

25/06/2009

Olha aí capas das três edições de A mulher carioca. As imagens foram extraídas da dissertação de mestrado feita na USP sobre o escritor João de Minas. Escrita por Leandro Antonio de Almeida, Dos sertões desconhecidos às cidades corrompidas: um estudo sobre a obra de João de Minas, é bem recente. Foi feita no ano passado. O pósfácio de Aderbal – Quem é esse cara? – da edição de 1999 (Dantes Editora) é bastante citado no trabalho, principalmente na parte biográfica do autor.A dissertação tem 232 páginas. Os trabalhos de mestrado e doutorado da USP podem ser buscados no site da universidade. www.usp.br

reproduçãoEdição de 1934  reproduçãoEdição de 1937

reprodução

Edição de 1999

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mais João de Minas

02/03/2009
Marcelo Escorel e o presente de uma fã

Depois de uma das apresentações de A mulher carioca, o ator Marcello Escorel foi surpreendido por um presente de uma fã. Ganhou um exemplar de Pelas terras perdidas assinado pelo autor João de Minas, provavelmente encontrado num sebo. A dedicatória é para um tal “Sr. Dr.Carlos de Mendonça”.

Em nosso bate-papo, Escorel lembrou que sua mulher Leila foi quem deu um empurrão para que o ator entrasse na tchurma que ensaiava A mulher carioca. Ele estava na dúvida porque via a proposta como uma tremenda roubada, pelo tempo dedicado ao trabalho e pelo escasso retorno financeiro. Entre outros personagens, Escorel marcou a cena como Asdrúbal, um pilantra alagoano que deflorou a pobre Angélica… Valeu, Leila!

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