Posts Tagged ‘centro de demolição’

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Aos 20 anos

22/11/2010

Este mês, a Mulher carioca completou 20 anos. Era 10 de novembro de 1990 quando a equipe comandada por Aderbal estreava o primeiro romance-em-cena. A ocupação do Teatro Glácio Gill e a criação do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo são histórias paralelas, que se confundem com o nascimento dessa poética criada por Freire-Filho. Com duração de 4h40min, a empreitada teve apresentações no Brasil e no exterior. Estavam no elenco original, os jovens destemidos Candido Damm, Duda Mamberti, Gillray Coutinho, Malu Valle, Marcello Escorel, Orã Figueiredo, Suzana Saldanha e Thiago Justino.

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Figurinista oficial

15/04/2010

Biza Vianna

Biza Vianna assinou o figurino dos três romances-em-cena. No meio de uma agenda lotadíssima, ela conversou sobre seu trabalho nos três espetáculos: A mulher carioca, O que diz Molero e O púcaro búlgaro. À frente da programação do delicioso Espaço Tom Jobim, Biza se inspirou no modelo adotado por Aderbal na época da ocupação do Teatro Gláucio Gill (em Copacabana). Com o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, o diretor implantou um modelo multi-funcional ao teatro.Abaixo, fotos do Espaço Tom Jobim, que fica no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

A atividade no Centro de Demolição teve ares de intensivão para a artista: “Foram cinco anos que correspondem a quinze na minha carreira como figurinista, como mulher de teatro, como transformação. E tudo o que aprendi trouxe pra cá, pro Espaço Tom Jobim”, avalia Biza.

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Vau da Sarapalha

13/08/2009

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Com frequência artistas lembram da ocupação do Teatro Glaucio Gill feita pelo Centro de Demolição. Na matéria publicada ontem pelo O Globo (assinada por Alessandra Duarte), Luiz Carlos Vasconcelos recordou a passagem de Vau da Sarapalha pelo Rio. “Fizemos uma temporada em 1993 que foi um acontecimento, no Glaucio Gill, quando o teatro abrigava o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, do Aderbal (Freire-Filho) – lembra Vasconcelos sobre sua vinda ao Rio quando ainda era desconhecido aqui”.

Assisiti a Vau da Sarapalha em 2000, numa disputada sessão no Encontro Mundial das Artes Cênicas – Ecum, em BH. Na época, o espetáculo do grupo paraibano Piollim já era tido como mito do teatro nacional. Com direção e adaptação de Vasconcelos (que também atende por Palhaço Xuxu), a montagem a partir do conto de Guimarães Rosa entra no contexto da década de 90, que indicava forte namoro entre a literatura e o teatro.

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raridades da Mulher carioca

20/07/2009

arquivo josé dias

Graças à organização do cenógrafo José Dias, a pesquisa do romance-em-cena teve acesso aos desenhos originais feitos para A mulher carioca aos 22 anos. A mesa giratória, a penteadeira, o banheiro… está tudo lá, nos papéis amarelados pelo tempo. Os móveis tinham rodinhas em cada pé e grandes rodas de bicicleta nas laterais. O material foi escaneado e será parte dos anexos do trabalho. Nosso muito obrigado ao professor José Dias.

Só para lembrar: Dias assinou o projeto de reforma do Teatro Glaucio Gill juntamente com Aderbal Freire-Filho. O espaço multi-uso foi sede das atividades do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo.

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Arquiteto cênico

20/05/2009
O cenógrafo José Dias. Foto de Leonardo Aversa, publicada no jornal O Globo.

José Dias e suas maquetes expostas na Caixa Cultural, ano passado. Foto de Leonardo Aversa, publicada n' O Globo.

Super requisitado, o cenógrafo José Dias acompanhou o nascimento do Centro de Demolição e do “romance-em-cena”. À frente da cenografia da Mulher carioca e do projeto de reforma do Teatro Gláucio Gill (assinado em parceria com Aderbal), Dias lamenta a destruição do teatro: “Quando vi que voltaram com aquela altura do palco fiquei horrorizado. Foi um erro não terem consultado um cenógrafo pra dizer o que seria melhor. Basta dizer que até hoje o teatro não conseguiu se recuperar”.

Mas o espaço pode mudar de cara e ganhar fôlego novamente. A pedido do então secretário estadual de cultura Luiz Paulo Conde, José Dias entregou um projeto para transformar o Gláucio Gill num grande centro cultural. E cheio de charme, todo em art déco. “É um projeto lindo. Foi repassado para Adriana Rattes, mas está parado não sei porquê”. Então, a gente fica na torcida para ver o novo GGill a todo vapor 😉

Para esta pesquisa, Dias guarda material raro que só ele poderia ter: esboços da cenografia utilizada em A mulher carioca aos 22 anos. Além de inúmeros espetáculos, o cenógrafo – que é professor da UNIRIO e da UFRJ- assina também os projetos dos teatros Solar de Botafogo e Justiça Federal (no Rio) e do Teatro Pedro Calmon (em Brasília).

Saiba mais sobre José Dias

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sabor da palavra

06/04/2009

claudio mendes Figura de teatro, o ator Cláudio Mendes se desdobrou em mais de trinta personagens em O que diz Molero. Nos papéis de Austin e Peida Gadocha, ele considera Molero o mais rico dos três romances-em-cena. “É um extrato concentrado do romance-em-cena”, avalia. Para o ator, a experiência de ter feito um romance-em-cena deixou como herança o sabor da palavra literária.

No meio da galera que frequentava o Centro de Demolição, o ator teve oportunidade de assistir a um ensaio geral de A mulher carioca: “Depois da estreia vi várias versões e gostaria ter visto muito mais. Foi o trabalho matriz para muitos outros, uma proposta cênica inovadora”.

Na temporada de Portugal, Claudinho (como é conhecido pelos amigos) lembra a emocionante apresentação de Molero ao autor Dinis Machado. “É uma emoção na minha vida ter feito o espetáculo para o Dinis. Foi uma comoção”.

Apresentação e despedida: Dinis Machado e Cláudio Mendes em Portugal, onde o romance é best-seller

Apresentação e despedida: Dinis Machado e Cláudio Mendes em Portugal, onde Molero é best-seller

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história paralela

29/03/2009

Ao longo das conversas para a pesquisa, fui notando a existência de uma história paralela a do romance-em-cena, a do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo. E juntamente com o CDCE está a do Teatro Glaucio Gill, em Copacabana.

Teatro Glaucio Gill durante a ocupação do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo

Teatro Glaucio Gill durante a ocupação do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo

O jornal O GLOBO de hoje traz a capa do Segundo Caderno dedicada à ocupação desse espaço pelo palhaço Márcio Libar e pelo dramaturgo Jô Bilac.

Na matéria, assinada por Alessandra Duarte, Libar lembra os tempos que marcam o começo do Centro, em que Aderbal estava à frente do Teatro Glaucio Gill.

“Ele já teve seu momento de glória e pode voltar a tê-lo – destaca Libar, lembrando a época em que Aderbal Freire-Filho dirigiu o local, nos anos 1990, e implantou ali o Centro de Demolição e Construção de Espetáculo, com oficinas e peças como “A mulher carioca aos 22 anos” (…) A gente vai tentar algo semelhante ao que Aderbal fez”.