Posts Tagged ‘a pesquisa’

h1

O mundo nas mãos

11/10/2009

edições de Molero

Aos interessados, aí estão duas versões de O que diz Molero. À esquerda, está a edição publicada no Brasil em 2004 pela José Olympio. Enquanto descobria-se Molero por aqui (contando tb com empurrão do espetáculo), Portugal lançava a 19a edição no ano de 2003 pela Bertrand Editora. Best-seller em terras lusitanas, esse romance de Dinis Machado foi publicado em 1977.

Para o diretor Aderbal Freire-Filho, que assina as “orelhas” da edição nacional, o romance representa “o mundo nas mãos”. No texto, ele lembra a empreitada do segundo romance-em-cena: “Quis botar em cena todo mundo que está aqui, o romance inteiro em cena. Então, começaram a vir as pessoas e tive com quem dividir a felicidade de conhecer este livro, que felicidade só é felicidade quando é compartilhada”.

Anúncios
h1

Vau da Sarapalha

13/08/2009

vau-da-sarapalha-foto-de-adalbertolima/div.

Com frequência artistas lembram da ocupação do Teatro Glaucio Gill feita pelo Centro de Demolição. Na matéria publicada ontem pelo O Globo (assinada por Alessandra Duarte), Luiz Carlos Vasconcelos recordou a passagem de Vau da Sarapalha pelo Rio. “Fizemos uma temporada em 1993 que foi um acontecimento, no Glaucio Gill, quando o teatro abrigava o Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, do Aderbal (Freire-Filho) – lembra Vasconcelos sobre sua vinda ao Rio quando ainda era desconhecido aqui”.

Assisiti a Vau da Sarapalha em 2000, numa disputada sessão no Encontro Mundial das Artes Cênicas – Ecum, em BH. Na época, o espetáculo do grupo paraibano Piollim já era tido como mito do teatro nacional. Com direção e adaptação de Vasconcelos (que também atende por Palhaço Xuxu), a montagem a partir do conto de Guimarães Rosa entra no contexto da década de 90, que indicava forte namoro entre a literatura e o teatro.

h1

Ensaios de um livro

08/08/2009

duda mamberti/foto:Renata Caldas

Depois da temporada européia com  a Sutil Cia de Teatro, Duda Mamberti aterrisou em Brasília para apresentar Educação Sentimental do Vampiro (de Dalton Trevisan). Aproveitei a passagem do ator pela cidade para conversar sobre sua experiência no primeiro romance-em-cena, A mulher carioca aos 22 anos (1990).

“Não estávamos ensaiando uma pecinha qualquer. Estávamos ensaiando um livro. Era uma linguagem que não existia”, lembra Duda, que começou a ensaiar com oito meses de processo em andamento. O trabalho de descoberta da linguagem era tão intenso que, nesses oito meses, o grupo tinha avançado somente 30 páginas do romance de João de Minas.

Assim com outros atores entrevistados, Mamberti situa A mulher carioca como um divisor de águas na sua carreira. “O principal foi trabalhar com Aderbal. Ele te dá muito estofo. Trabalha o ator”. Além do crescimento como ator, Mamberti considera o trabalho enriquecedor pelas amizades de elenco: “Tenho essas sete pessoas como irmãos de palco”.

h1

raridades da Mulher carioca

20/07/2009

arquivo josé dias

Graças à organização do cenógrafo José Dias, a pesquisa do romance-em-cena teve acesso aos desenhos originais feitos para A mulher carioca aos 22 anos. A mesa giratória, a penteadeira, o banheiro… está tudo lá, nos papéis amarelados pelo tempo. Os móveis tinham rodinhas em cada pé e grandes rodas de bicicleta nas laterais. O material foi escaneado e será parte dos anexos do trabalho. Nosso muito obrigado ao professor José Dias.

Só para lembrar: Dias assinou o projeto de reforma do Teatro Glaucio Gill juntamente com Aderbal Freire-Filho. O espaço multi-uso foi sede das atividades do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo.

h1

João de Minas na USP

25/06/2009

Olha aí capas das três edições de A mulher carioca. As imagens foram extraídas da dissertação de mestrado feita na USP sobre o escritor João de Minas. Escrita por Leandro Antonio de Almeida, Dos sertões desconhecidos às cidades corrompidas: um estudo sobre a obra de João de Minas, é bem recente. Foi feita no ano passado. O pósfácio de Aderbal – Quem é esse cara? – da edição de 1999 (Dantes Editora) é bastante citado no trabalho, principalmente na parte biográfica do autor.A dissertação tem 232 páginas. Os trabalhos de mestrado e doutorado da USP podem ser buscados no site da universidade. www.usp.br

reproduçãoEdição de 1934  reproduçãoEdição de 1937

reprodução

Edição de 1999

h1

Ciclo de leituras

01/06/2009

Alcione Araújo acompanha o trabalho de Aderbal há 35 anos. Por meio da divulgação deste blog (valeu, Cândido Damm!), o dramaturgo se ofereceu para colaborar com esta pesquisa e me concedeu uma entrevista. Um luxo;-)

Aos cariocas, aproveito o blog para estender o convite a uma leitura da peça inédita de Alcione: Deixa que eu te ame. Será HOJE (segunda), às 21h, na Casa da Gávea. No elenco, José Mayer, Paulo Betti, Guida Vianna, Paulo Giardini, Vera Fajardo, Renan Mattos e Julia Fajardo. Depois da leitura haverá bate-papo. A entrada é gratuita com distribuição de senhas no local.

Saiba mais sobre o ciclo de leitura de junho no site da Casa da Gávea.

h1

Arquiteto cênico

20/05/2009
O cenógrafo José Dias. Foto de Leonardo Aversa, publicada no jornal O Globo.

José Dias e suas maquetes expostas na Caixa Cultural, ano passado. Foto de Leonardo Aversa, publicada n' O Globo.

Super requisitado, o cenógrafo José Dias acompanhou o nascimento do Centro de Demolição e do “romance-em-cena”. À frente da cenografia da Mulher carioca e do projeto de reforma do Teatro Gláucio Gill (assinado em parceria com Aderbal), Dias lamenta a destruição do teatro: “Quando vi que voltaram com aquela altura do palco fiquei horrorizado. Foi um erro não terem consultado um cenógrafo pra dizer o que seria melhor. Basta dizer que até hoje o teatro não conseguiu se recuperar”.

Mas o espaço pode mudar de cara e ganhar fôlego novamente. A pedido do então secretário estadual de cultura Luiz Paulo Conde, José Dias entregou um projeto para transformar o Gláucio Gill num grande centro cultural. E cheio de charme, todo em art déco. “É um projeto lindo. Foi repassado para Adriana Rattes, mas está parado não sei porquê”. Então, a gente fica na torcida para ver o novo GGill a todo vapor 😉

Para esta pesquisa, Dias guarda material raro que só ele poderia ter: esboços da cenografia utilizada em A mulher carioca aos 22 anos. Além de inúmeros espetáculos, o cenógrafo – que é professor da UNIRIO e da UFRJ- assina também os projetos dos teatros Solar de Botafogo e Justiça Federal (no Rio) e do Teatro Pedro Calmon (em Brasília).

Saiba mais sobre José Dias