Archive for junho \25\UTC 2009

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João de Minas na USP

25/06/2009

Olha aí capas das três edições de A mulher carioca. As imagens foram extraídas da dissertação de mestrado feita na USP sobre o escritor João de Minas. Escrita por Leandro Antonio de Almeida, Dos sertões desconhecidos às cidades corrompidas: um estudo sobre a obra de João de Minas, é bem recente. Foi feita no ano passado. O pósfácio de Aderbal – Quem é esse cara? – da edição de 1999 (Dantes Editora) é bastante citado no trabalho, principalmente na parte biográfica do autor.A dissertação tem 232 páginas. Os trabalhos de mestrado e doutorado da USP podem ser buscados no site da universidade. www.usp.br

reproduçãoEdição de 1934  reproduçãoEdição de 1937

reprodução

Edição de 1999

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crítico: espectador informado

18/06/2009

Pesquisa daqui, remexe acolá. E não é que encontrei uma entrevista com Barbara Heliodora feita num apressado café da manhã durante o Festival de Teatro de Curitiba! Foi em 2000, quando trabalhava como repórter do caderno cultural do Jornal de Brasília. Pois lá vai:

A FORÇA DO TEATRO BRASILEIRO

RENATA CALDAS, Repórter do JORNAL DE BRASILIA

Ela é uma das críticas de teatro mais respeitadas no Brasil. Barbara Heliodora não se preocupa em medir palavras diante de atores e diretores do cenário teatral brasileiro. Depois de experiências como atriz, diretora e professora de teatro, ela vem dedicando seu tempo a traduções de obras de William Shakespeare, publicadas pela editora Nova Fronteira. A paixão pelo teatro surgiu ainda quando criança, mas foi aos doze anos, que a pequena Barbara ganhou de presente de sua mãe livros que marcariam o resto de sua vida, o original das Obras Completas do dramaturgo inglês. Anos mais tarde, a crítica iria para os Estados Unidos cursar Bacharelado em Artes na Connecticut’College, onde se especializou em literatura inglesa. Lançamentos recentes como as traduções de A Gaivota e O Cerejal, do russo Antón Tchekhov, pela Edusp, também integram o currículo de Heliodora. Em entrevista ao Jornal de Brasília, Barbara Heliodora fala do exercício da crítica teatral, do panorama atual do
teatro brasileiro, além de comentar algumas adaptações shakespearianas recentes.

Eu gostaria que a senhora falasse um pouco sobre a crítica de teatro hoje, no Brasil. O teatro tem muito espaço editorial mas o espaço destinado à crítica é bastante reduzido. A que a senhora atribui isso?
Acho realmente que o espaço é reduzido. De um modo geral, a parte editorial, de lançamentos, é mais ampla e o jornal acha que depois disso não precisa dar tanto espaço para a crítica. Não sei se isso é válido. É uma política praticamente de todos os jornais, de maneira que não sei se é falta de interesse. Mas de qualquer maneira, às vezes a gente consegue mais espaço para coisas que consideramos mais importantes.

Há algum tempo existiam críticos marcantes, como o pessoal da geração Clima, a turma de Decio de Almeida Prado, Paulo Emílio Salles Gomes, Antonio Candido… Existiria hoje um problema de formação dos jornalistas, que não estão preparados para exercer a critica?
Há alguns problemas. Acho que a descontinuidade do teatro com o problema da censura fez com que também a crítica fosse sacrificada por que não se podia dizer nada. Acho que o crítico, dentre outras coisas, tem de ter um longo hábito de ir ao teatro. O hábito é que te dá uma perspectiva mais ampla. A formação do crítico não é meramente teórica. Acho que ela tem essa parte prática de vivência teatral. Eventualmente, novos críticos vão aparecer também na base da experiência de ver muito teatro.

Como a senhora situa a crítica teatral no jornalismo?
Toda crítica deve ter como objetivo uma iluminação, um esclarecimento do texto, do espetáculo de teatro. Um aspecto da crítica jornalística está ligado aos criadores do espetáculo, na medida em que a reação do crítico deveria ser para eles uma informação a respeito de como é que o espetáculo chega a um espectador informado. Sim, porque o crítico é um espectador informado. Por outro lado, informa ao espectador o que esperava do espetáculo. De modo que acho que a função do crítico é dupla. Tem relação com o espectador e com o criador.

O que a senhora considera interessante no cenário atual do teatro brasileiro?

A capacidade que ele tem de renascer. É um teatro que tem lutado contra tantos. Acho uma injustiça o tanto que o teatro é discriminado em relação por exemplo ao cinema. O governo parece que só está interessado em dar dinheiro para o cinema. Se esse dinheiro é bem usado ou não já é outro problema.  Mas  o  teatro  ficou  muito sacrificado e isso é uma coisa que eu não entendo. O teatro brasileiro mais do que provou que é capaz de representar muito bem o país e, portanto, não deveria ser discriminado desse jeito.

A senhora acha que os caminhos estão apontando para o fortalecimento da dramaturgia brasileira…
Basta olhar os jornais. O que acho é que o teatro reflete o lugar onde é escrit.o. A transformação veio com a busca do próprio Brasil, de descobrir quem ele é. De maneira que hoje em dia nós estamos culturalmente mais independentes, apesar de todas as ingerências de música, disso ou daqui.o. O teatro é a linguagem que mais reflete a preocupação com nossa identidade.

O que a senhora acha das adaptações de Shakespeare?
Depende. vi esse último filme Romeu e julieta, o moderno (dirigido por Baz Luhrmann). Era ótimo, muito bem feito e o texto estava preservado. Eu só não gostava realmente do Mercúcio. Mas o resto era muito bem bolado. A idéia de começar o filme com um noticiário de tv é uma coisa muito bem feita. O Ricardo IÍI, de Ian Mac Kellen, também era muito bem bolado. A questão é: as pessoas devem, saber o que estão fazendo e não simplesmente “vamos fazer uma gracinha ali, outra, aqui” Isso não faz sentido. Aí, não é válido não so com Shakespeare,mas com ninguém.

ENTREVISTA COM BARBARA HELIODORA 14 DE MAIO DE 2000

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arquivos de Castanheira

14/06/2009

Quem viu O que diz Molero se lembra perfeitamente da imensa quantidade de arquivos na bela cenografia de José Manuel Castanheira.

Abaixo, estudos para o cenário de Molero, reproduzidos do programa do espetáculo.

estudo Molero

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3x Poeira

04/06/2009

isioEle será o recordista de atuações no Teatro Poeira. Antes de O púcaro búlgaro, Ísio Ghelman participou da inauguração do teatro ao lado de Andréa Beltrão e Marieta Severo em Sonata de outono (versão para o palco do filme de Bergman). E estará em Moby Dick, próxima produção do Poeira.”No Moby Dick damos um passo além. Ele não é um romance-em-cena porque estamos subvertendo determinadas leis que valeram para os três romances-em-cena”. No dia em que conversei com Ísio, o time de Moby Dick estava desfalcado. É que o ator Augusto Madeira, o Gugu, não vai mais participar do espetáculo. Ele rompeu um tendão jogando futebol. 😦

Ísio inverteu a ordem cronológica e fez O que diz Molero depois do Púcaro. Ele fez a temporada da peça em Portugal, em que era o Rapaz, personagem central de Molero.

Chico Diaz, Augusto Madeira, Ísio Ghelman e Orã Figueiredo

Chico Diaz, Augusto Madeira, Ísio Ghelman e Orã Figueiredo

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Ciclo de leituras

01/06/2009

Alcione Araújo acompanha o trabalho de Aderbal há 35 anos. Por meio da divulgação deste blog (valeu, Cândido Damm!), o dramaturgo se ofereceu para colaborar com esta pesquisa e me concedeu uma entrevista. Um luxo;-)

Aos cariocas, aproveito o blog para estender o convite a uma leitura da peça inédita de Alcione: Deixa que eu te ame. Será HOJE (segunda), às 21h, na Casa da Gávea. No elenco, José Mayer, Paulo Betti, Guida Vianna, Paulo Giardini, Vera Fajardo, Renan Mattos e Julia Fajardo. Depois da leitura haverá bate-papo. A entrada é gratuita com distribuição de senhas no local.

Saiba mais sobre o ciclo de leitura de junho no site da Casa da Gávea.