Archive for maio \20\UTC 2009

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Arquiteto cênico

20/05/2009
O cenógrafo José Dias. Foto de Leonardo Aversa, publicada no jornal O Globo.

José Dias e suas maquetes expostas na Caixa Cultural, ano passado. Foto de Leonardo Aversa, publicada n' O Globo.

Super requisitado, o cenógrafo José Dias acompanhou o nascimento do Centro de Demolição e do “romance-em-cena”. À frente da cenografia da Mulher carioca e do projeto de reforma do Teatro Gláucio Gill (assinado em parceria com Aderbal), Dias lamenta a destruição do teatro: “Quando vi que voltaram com aquela altura do palco fiquei horrorizado. Foi um erro não terem consultado um cenógrafo pra dizer o que seria melhor. Basta dizer que até hoje o teatro não conseguiu se recuperar”.

Mas o espaço pode mudar de cara e ganhar fôlego novamente. A pedido do então secretário estadual de cultura Luiz Paulo Conde, José Dias entregou um projeto para transformar o Gláucio Gill num grande centro cultural. E cheio de charme, todo em art déco. “É um projeto lindo. Foi repassado para Adriana Rattes, mas está parado não sei porquê”. Então, a gente fica na torcida para ver o novo GGill a todo vapor 😉

Para esta pesquisa, Dias guarda material raro que só ele poderia ter: esboços da cenografia utilizada em A mulher carioca aos 22 anos. Além de inúmeros espetáculos, o cenógrafo – que é professor da UNIRIO e da UFRJ- assina também os projetos dos teatros Solar de Botafogo e Justiça Federal (no Rio) e do Teatro Pedro Calmon (em Brasília).

Saiba mais sobre José Dias

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Teatro: tudo é possível

17/05/2009

capa RTOlha só a capa da Revista de Teatro de março/abril de 2001. A caricatura de Aderbal é de Aroeira – que também assina as caricaturas do programa da primeira temporada de O que diz Molero. Na edição da RT, o papo com Aderbal abre uma série de entrevistas e passeia por tendências e redescobertas teatrais; discute a ocupação de teatros públicos, a natureza do teatro e a concepção de espetáculos.

“Nada é impossível à expressão teatral”, Aderbal Freire-Filho

A entrevista foi realizada na sede da Sbat por Carlos Eduardo Novaes, José Louzeiro, Maria Helena Kühner, Pedro Ivo e Sérgio Fonta.

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Obra reunida

13/05/2009

Obra reunida de Campos de Carvalho

Obra reunida de Campos de Carvalho

O púcaro búlgaro me levou a conhecer outro romance excelente desta figura chamada Campos de Carvalho: A lua vem da Ásia. A irreverência e a liberdade do autor me fazem indicar sua Obra Reunida, editada em 2002 pela José Olympio. O livro traz, ainda, Vaca de nariz sutil e A chuva imóvel.

Do prefácio de Jorge Amado, escrito em 1995: “Uma das obras maiores da literatura brasileira, por tantos anos esquecida, fora das montras das livrarias, reencontra o caminho do público e o reconhecimento da crítica (…). A Editora (…) coloca o grande romancista, tão diferente e único, outra vez diante dos leitores”.

O mineiro Campos de Carvalho (1916-1998) foi romancista, ensaísta e cronista. A seu pedido, sua Obra reunida exclui seus dois primeiros livros e começa pelo romance A lua vem da Ásia. Clique aqui e saiba mais sobre Campos de Carvalho.

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Adeus a Boal

02/05/2009

Este sábado, dois de maio de 2009, marca a despedida do teatrólogo Augusto Boal. Reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho, o diretor e dramaturgo morreu na madrugada de hoje, aos 78 anos, deixando lições das mais diversasaugusto-boal/reprod

Marvin Carlson em Teorias do Teatro (Ed. Unesp) escreve sobre Boal: “Provavelmente, nenhum teórico contemporâneo explorou as implicações políticas da relação espetáculo-plateia de maneira tão penetrante e original quanto o diretor latino-americano Augusto Boal.”

Sua “poética do oprimido” serviu de fonte para esta e tantas outras pesquisas. Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas é um clássico da bibliografia de artes cênicas. Li este livro em 1998, pouco antes de participar de uma oficina ministrada por Boal no Teatro Dulcina, em Brasília. Também nos tempos de faculdade, vivi a personagem Foguinho (de Murro em ponta de faca) ao lado de uma turma da UnB. Abaixo, a dedicatória do mestre. Fica aqui nosso muito obrigado!

um clássico da teoria teatral

um clássico da teoria teatral

lembrança da oficina

lembrança da oficina no Teatro Dulcina