Archive for abril \30\UTC 2009

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puro teatro

30/04/2009
Augusto Madeira

Augusto Madeira

Foi entre um ensaio e outro de Moby Dick que o ator Augusto Madeira conversou sobre particularidades e armadilhas do romance-em-cena. Ele integrou o time de O que diz Molero e O púcaro búlgaro. O ator se aproximou de Aderbal nos tempos da Refinaria de Atores (lá pelo ano de 1999), quando o diretor ministrou uma oficina sobre a poética abordada nesta pesquisa.

Dos episódios marcantes, Augusto Madeira (ou, simplesmente, Gugu) lembrou a última apresentação de Molero no Festival de Teatro de Refice, em novembro de 2004. “Quando acabamos, apareceu o funcionário mais antigo do Teatro Santa Isabel e falou: ‘Tem 40 anos que trabalho neste teatro. Hoje eu entendi teatro’. E foi embora”.

No Púcaro, entre as curiosas figuras que se preparavam para a expedição ao fabuloso Reino da Bulgária, Gugu fazia Ivo que viu a uva. Em Molero, destacou-se como o ginasta da cadeira de rodas e a estrela Esther Williams.

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palco aberto

23/04/2009

Estudos sobre teatro

Textos teóricos do cultuado Bertolt Brecht estão reunidos em Estudos sobre teatro. O livro é recheado de reflexões sobre teatro épico e distanciamento. A edição da Nova Fronteira (2005) tem apresentação de Aderbal Freire-Filho.O diretor, cujo trabalho é foco desta pesquisa, justifica o legado do dramaturgo alemão para a compreensão do teatro deste século XXI.

A seguir, reproduzo a contracapa do livro:

“Mesmo que um monte de artistas não atribua suas próprias descobertas cênicas a Brecht, mesmo que esse movimento de abertura poética do palco seja em grande parte inconsciente das suas origens brechtianas, garanto: é com Brecht que o palco é aberto, escancarado, fertilizado, preparado para a explosão da nova poesia cênica, para ser novo, amplo, vivo, rico de possibilidades, em suma, infinito”.   Aderbal Freire-Filho

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poeira em alto-mar

16/04/2009
Chico Diaz

Chico Diaz

Mais conhecido por trabalhos no cinema e na tevê, Chico Diaz estará em Moby Dick, próximo espetáculo dirigido por Aderbal Freire-Filho, com adaptação do próprio diretor. O palco do Teatro Poeira vai contar com outros três craques no quesito romance-em-cena: Augusto Madeira, Ísio Ghelman e Orã Figueiredo.

Chico Diaz fechou o elenco de O que diz Molero apenas dois meses antes da estreia. Ele foi convidado por Aderbal para assumir o Rapaz, personagem central do romance. Na dúvida se participaria da montagem, o ator assistiu a um ensaio da equipe que, naquele momento, já tinha parte do espetáculo de pé. “O que me fez aceitar e correr o risco da empreitada foi a qualidade dos atores que vi nesse ensaio”, conclui Diaz, único com personagem fixo na trama. No tal ensaio – no casarão de Austregésilo de Athayde, estavam reunidos os colegas Gillray Coutinho, Augusto Madeira, Cláudio Mendes, Orã Figueiredo, Raquel Iantas e o então diretor assistente Dudu Sandroni.

Ao final da entrevista, Chico parabenizou o projeto: “Esta pesquisa é fundamental. Isso tem que ser publicado para que se veja o valor da fonte”. Tks! 😉

A crítica de Barbara Heliodora estampou a capa do Segundo Caderno do jornal O Globo no dia 28 de outubro de 2003 com elogios rasgados a Molero: “Quatro horas de uma peça memorável. O que diz Molero: Espetáculo é uma festa para o espectador”.

O que diz Barbara Heliodora: "generoso e suculento espetáculo"

O que diz Heliodora: "generoso e suculento espetáculo"

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território anárquico

09/04/2009
Rossella Terranova fez a preparação corporal de A mulher carioca aos 22 anos

Rossella Terranova assina a preparação corporal de A mulher carioca aos 22 anos

As Três Graças do cartão de Rossella

As Três Graças do cartão de Rossella

Querida pelos atores, Rossella Terranova nasceu em Atenas. “Brinco que sou greco-romana”. A influência do berço está em seu cartão de visitas, ilustrado por Três Graças muito fofinhas (imagem à esquerda).

Anárquica em sua forma de trabalho, Rossella não tem método pré-estabelecido. A preparação corporal varia de acordo com a meta de cada proposta e com os atores disponíveis. Foi assim no processo de A mulher carioca aos 22 anos. Depois de meses confinados no Teatro Glaucio Gill, ela propos à trupe um banho de mar. “Em geral, ensaiávamos até umas quatro da manhã. O sol não estava muito presente”. O detalhe é que no dia combinado caiu um dilúvio com direito a raios e trovões. Na chuvosa praia de Ipanema, os atores lavaram corpo e alma, prontos para mais um ensaio. “Eles estavam confinados, carregados. Na areia, eles gritavam, corriam, se jogavam igual criança. Tinham que descarregar. Sou pela liberdade do ator”.

A todo vapor, Rossella prepara atores de novelas e minisséries da Rede Globo.

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sabor da palavra

06/04/2009

claudio mendes Figura de teatro, o ator Cláudio Mendes se desdobrou em mais de trinta personagens em O que diz Molero. Nos papéis de Austin e Peida Gadocha, ele considera Molero o mais rico dos três romances-em-cena. “É um extrato concentrado do romance-em-cena”, avalia. Para o ator, a experiência de ter feito um romance-em-cena deixou como herança o sabor da palavra literária.

No meio da galera que frequentava o Centro de Demolição, o ator teve oportunidade de assistir a um ensaio geral de A mulher carioca: “Depois da estreia vi várias versões e gostaria ter visto muito mais. Foi o trabalho matriz para muitos outros, uma proposta cênica inovadora”.

Na temporada de Portugal, Claudinho (como é conhecido pelos amigos) lembra a emocionante apresentação de Molero ao autor Dinis Machado. “É uma emoção na minha vida ter feito o espetáculo para o Dinis. Foi uma comoção”.

Apresentação e despedida: Dinis Machado e Cláudio Mendes em Portugal, onde o romance é best-seller

Apresentação e despedida: Dinis Machado e Cláudio Mendes em Portugal, onde Molero é best-seller