Archive for março \31\UTC 2009

h1

biografia-em-cena

31/03/2009

gil coutinhoGillray Coutinho é o rei do romance-em-cena. Participou dos três: Mulher carioca, Molero e Púcaro. E vejam só, ele conheceu Aderbal num curso de teatro na Universidade Rural do Rio de Janeiro. Entre aulas de veterinária e a fauna do meio artístico, Gil optou pelos palcos. Segundo ele, as amizades e as más companhias influenciam seu tipo peculiar de humor e a maneira despojada como encara a profissão.

Premiado como ator, vez ou outra, Gillay dá umas escapadas como diretor e dramaturgo. “Acho que meu negócio mesmo é escrever”, despista. Além de atuar em Hamlet, Gil dirige o ator Mário Gomes, que vai levar sua biografia à cena. Técnicas do romance-em-cena estarão nesse monólogo. Por ter trabalhado nos três espetáculos, Gil identifica algumas armadilhas da linguagem que, segundo ele, se resolve na prática.

Já sugeri que Gillray assinasse Gil Coutinho como alcunha artística. É mais fácil e sonoro. Com receio de ficar famoso demais, ele prefere o nome de batismo.

gillray coutinho

O púcaro búlgaro: Augusto Madeira, Cândido Damm, Raquel Iantas, Ísio Ghelman e Gillray Coutinho

O púcaro búlgaro: Augusto Madeira, Cândido Damm, Raquel Iantas, Ísio Ghelman e Gillray Coutinho

Anúncios
h1

história paralela

29/03/2009

Ao longo das conversas para a pesquisa, fui notando a existência de uma história paralela a do romance-em-cena, a do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo. E juntamente com o CDCE está a do Teatro Glaucio Gill, em Copacabana.

Teatro Glaucio Gill durante a ocupação do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo

Teatro Glaucio Gill durante a ocupação do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo

O jornal O GLOBO de hoje traz a capa do Segundo Caderno dedicada à ocupação desse espaço pelo palhaço Márcio Libar e pelo dramaturgo Jô Bilac.

Na matéria, assinada por Alessandra Duarte, Libar lembra os tempos que marcam o começo do Centro, em que Aderbal estava à frente do Teatro Glaucio Gill.

“Ele já teve seu momento de glória e pode voltar a tê-lo – destaca Libar, lembrando a época em que Aderbal Freire-Filho dirigiu o local, nos anos 1990, e implantou ali o Centro de Demolição e Construção de Espetáculo, com oficinas e peças como “A mulher carioca aos 22 anos” (…) A gente vai tentar algo semelhante ao que Aderbal fez”.

h1

Pela remontagem

27/03/2009

orã figueiredoOrã Figueiredo anda se desdobrando em vários. Diariamente, ensaia o próximo trabalho de Aderbal: Moby Dick. O clássico do norte-americano Melville não será mais um puro romance-em-cena, mas sua adaptação conta com técnicas dessa linguagem.  Orã também se dedica a gravações finais da nova temporada de A turma do Pererê (TV Brasil), em que interpreta Seu Nenem. Pra completar, volta a  trabalhar com Mauro Lima (de Meu nome não é Johnny) em Reis e ratos, no papel do fazendeiro Esmeraldo.

Na entrevista para este projeto, Orã defendeu o remake dos três espetáculos do romance-em-cena: A mulher carioca aos 22 anos, O que diz Molero e O púcaro búlgaro. “Sou a favor da remontagem nas versões mais curtas e em condições boas de trabalho: fazer do jeito que foi, a mesma produção, com elenco original. Cada espetáculo é um patrimônio de cada um. Quem fez a Mulher carioca tem amor pelo que fez, é co-responsavel pela criação, pelo resultado daquilo. Todo mundo colaborou, arriscou, sem saber onde ia parar.”

Orã Figueiredo, Cláudio Mendes e Chico Diaz em O que diz Molero

Orã Figueiredo, Cláudio Mendes e Chico Diaz em O que diz Molero

h1

enquete

25/03/2009
h1

ampliando limites

19/03/2009

reprodução/TVBrasil

O programa Conexão Roberto D’Ávila, da TVBrasil, é um dos raros que conseguem se aprofundar na trajetória de uma personalidade. No último domingo, o entrevistado foi Aderbal Freire-Filho. Separo aqui um trechinho: “Exemplo dos meus experimentalismos são os romances-em-cena, de explorar a linguagem narrativa. (…) A poética cênica cresce muito. Nesse sentido, diria que estamos inventando o teatro, estamos descobrindo, ampliando os limites da poética da cena.”

Na entrevista, Aderbal lembrou também palavras do diretor uruguaio já falecido Atahualpa del Cioppo: “Todo teatro é experimental ou deveria ser”.

h1

pós-graduação em teatro

16/03/2009
a agenda indica o dia da estreia

Este post vai ao ar justamente no dia em que Malu Valle completa 20 anos de carreira. Para a atriz, que começou com Amir Hadad em Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, a experiência de ter feito A mulher carioca se compara a uma pós-graduação: “Me graduei com Amir e me pós-graduei com Aderbal. Dionísio foi muito generoso comigo”.

Com o texto original em mãos, Malu Valle lembrou de momentos mágicos e de etapas difíceis durante os 18 meses de processo do espetáculo que inaugurou o romance-em-cena. De quebra, a atriz encontrou agendas e anotações da época. E não é que a camisa da peça também estava guardadinha!

malu valle

h1

mais João de Minas

02/03/2009
Marcelo Escorel e o presente de uma fã

Depois de uma das apresentações de A mulher carioca, o ator Marcello Escorel foi surpreendido por um presente de uma fã. Ganhou um exemplar de Pelas terras perdidas assinado pelo autor João de Minas, provavelmente encontrado num sebo. A dedicatória é para um tal “Sr. Dr.Carlos de Mendonça”.

Em nosso bate-papo, Escorel lembrou que sua mulher Leila foi quem deu um empurrão para que o ator entrasse na tchurma que ensaiava A mulher carioca. Ele estava na dúvida porque via a proposta como uma tremenda roubada, pelo tempo dedicado ao trabalho e pelo escasso retorno financeiro. Entre outros personagens, Escorel marcou a cena como Asdrúbal, um pilantra alagoano que deflorou a pobre Angélica… Valeu, Leila!

dsc018401 dsc01833