Archive for fevereiro \28\UTC 2009

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sobre bifes e crises

28/02/2009

candido dammTodo ator tem um pesadelo que, vira e mexe, atrapalha aquele sono tranquiiilo. O de dar branco em cena. Pois Cândido Damm convive com seus bifes, assumidamente, em estado de crise. Mas nada que uma boa temporada não cure.

Cândido, o segundo Visconde de Sabugosa mais famoso do Brasil, tem dois romances-em-cena no currículo: A Mulher Carioca e O púcaro búlgaro. Ele foi uma das primeiras figuras chamadas para o trabalho que ocupou Teatro Gláucio Gil.O ator lembrou dos exaustivos ensaios, do teatro em ruínas, das idas e vindas de ônibus até São Paulo e do transporte de cadeiras de Mulher carioca em pleno metrô paulistano: “Estávamos eu, Duda (Mamberti) e Suzana (Saldanha). Até usamos as cadeiras para sentar dentro do metrô”.

Cândido Damm está em cartaz no Rio com outra peça dirigida por Aderbal Freire-Filho, Hamlet, no Teatro Casa Grande. O site do espetáculo é bem caprichado. Dá só uma olhada: www.hamlet.art.br. Gillray Coutinho, outro ator aderbaliano, vive o conselheiro Polônio.

Cândido e Aderbal no Teatro Poeira: pausa dos ensaios de O púcaro búlgaro

Cândido e Aderbal no Teatro Poeira: pausa nos ensaios de O púcaro búlgaro

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na corda bamba

18/02/2009
Raquel Iantas, atriz de O que diz Molero e O púcaro búlgaro

Raquel Iantas, a dama do romance-em-cena

Por pouco, Raquel Iantas não atuou nos três romances-em-cena de Aderbal. Depois de ter feito oficina no Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, a atriz foi convidada como substituta na Mulher carioca, mas teve de recusar o convite.

Em nossa conversa, Raquel lembrou a emoção de apresentar O que diz Molero em Portugal diante do autor Dinis Machado e das dificuldades enfrentadas no começo do processo de O púcaro búlgaro: “Pensava que não daria certo montar O púcaro como romance-em-cena. Mas foi nosso maior sucesso”.

Para Raquel, o romance-em-cena exige concentração e versatilidade por parte do ator, que deve estar pronto para o jogo. “É como andar numa corda bamba (…) Tem que estar muito ligado, com a mente esperta”, diz.

De presente, ganhei o programa de O púcaro búlgaro, praticamente um manifesto dadá do romance-em-cena. Abaixo, reproduzo algumas páginas:

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capa do programa

capa do programa

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baú de memórias

17/02/2009

Depois da conversa com Aderbal Freire-Filho, é hora de procurar os atores. A atriz Suzana Saldanha revirou pastas e encontrou material sobre A mulher carioca aos 22 anos. Para recordar o processo do espetáculo inaugural do romance-em-cena foi preciso mexer também no baú da memória, 20 anos depois dos primeiros encontros que deram origem ao Centro de Demolição e Construção do Espetáculo. Gaúcha radicada no Rio de Janeiro, a atriz lembrou momentos especiais ao lado dos colegas de romance-em-cena.

De tão empolgada com esta pesquisa, Suzana me mandou um texto com mais lembranças do processo e desejou boa sorte para esta pesquisa: “Foi bom descobrir o que ficou da memória. Acredito e torço pelo seu projeto”. Brigadão!!

A atriz Suzana Saldanha exibe o cartaz de A mulher carioca

O cartaz da peça está entre o material guardado pela atriz Suzana Saldanha

programa de A mulher carioca
programa
programa
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aderbalianas

14/02/2009
Aderbal-Freire Filho

Aderbal Freire-Filho

Durante a entrevista feita com Aderbal Freire-Filho, o diretor mostrou o cantinho das obras “aderbalianas”. São textos publicados em orelhas de livros (como a edição brasileira de O que diz Molero), prefácios, publicações em revistas, etc. Um dos textos que ajudam a ilustrar a criação do romance-em-cena é Quem é esse cara?, pósfácio da edição de 1999 (Dantes Editora) de A mulher carioca aos 22 anos.

Nesse texto, Aderbal narra a descoberta do escritor João de Minas, a saga pelos sebos à procura de sua obra, a semelhança do autor com o estilo de Nelson Rodrigues e o fascínio pelos personagens do romance, como Claudia Bill, Anfrísio e Madeleine Blux. “Com essa galeria de tipos pude criar, no começo dos anos 90, um gênero teatral, o romance-em-cena” (p. 233).

A mulher carioca aos 22 anos é mesmo um achado e tanto. Recomendo a leitura do romance 😉

capa do livro de João de Minas

capa do livro de João de Minas

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imagens da Mulher carioca

13/02/2009

Marcelo Escorel e Orã Figueiredo

Marcello Escorel e Orã Figueiredo
Duda Mamberti em A mulher carioca

Duda Mamberti em A mulher carioca

Gillray Coutinho e Malu Valle

Gillray Coutinho e Malu Valle

Malu Valle e Orã Figueiredo

Malu Valle e Orã Figueiredo

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Romance-em-cena

09/02/2009
Thiago Justino e Gillray Coutinho

Thiago Justino e Gillray Coutinho

Você é muito bem-vindo ao blog do romance-em-cena! Juntos, vamos tentar desvendar os caminhos dessa linguagem teatral única. Deixe seu comentário!

A mulher carioca aos 22 anos (texto de João de Minas), do Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, é o primeiro romance-em-cena de Aderbal Freire-Filho, montado em 1990. O diretor volta a utilizar a mesma linguagem em 2003 com O que diz Molero (texto de Dinis Machado) e em 2006 com O púcaro búlgaro (texto de Campos de Carvalho).

Esta pesquisa chama-se Romance-em-cena: processo de criação e trajetória de uma trilogia. Os estudos começaram em dezembro de 2008, com a leitura dos três romances. Outras referências bibliográficas também fazem parte do projeto. Saiba mais na página ao lado sobre a pesquisa romance-em-cena.

Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional das Artes – FUNARTE, no Programa de Bolsas e Estímulo à Produção Crítica em Artes – categoria Produção Crítica em Teatro.